As Tulipas são flores originárias da Turquia, da antiga Pérsia (atual Irã) e do Afeganistão (regiões da Ásia Menor), pelas quais os holandeses se encantaram, plantam hoje em grande quantidade e fazem dela um símbolo nacional, foram trazidas para a Holanda pelas mãos do botânico Carolus Clusius, em 1593. O nome da planta "tulipa" é creditado a uma certa semelhança entre a sua forma e a de um turbante (trilpent em persa), espécie de "chapéu" ou "adorno" que os homens do oriente médio usam na cabeça até os dias de hoje.
A flor da tulipa cresce solitária de um bulbo, quando ela murcha o bulbo se reconstitui dando origem a uma nova flor, uma única vez por ano, mas para isso são necessários cuidados especiais, lembrando que a tulipa é especialmente sensível ao calor.
Valorizada como uma jóia na Turquia, a planta só podia ser cultivada nos jardins reais. Dos jardins ela migrou para desenhos nas paredes em mesquitas e palácios, para a decoração de tapetes e marchetaria de móveis. Foram usadas também como motivos para a ornamentação de azulejos de faiança e louças.
Quando chegou a Holanda também foi considerada um sinal de poder e prestígio para os aristocratas. Era conhecida como uma "flor elegante". Posteriormente, já no século XVII, com a "tulipomania", espécie de febre do desejo de possuir tulipas que acometeu o povo holandês, a sua cultura e o comércio de flores foram amplamente divulgadas e exploradas. Contam-se casos extremos, como o de um cidadão de Amsterdã que teria dado uma casa em troca de um único bulbo de tulipa. Esses exageros e mesmo o tráfico de tulipas acabou levando o governo holandês a proibir o seu comércio.
Atualmente a Holanda é a maior produtora de tulipas do mundo, com cerca de 2.000 variedades, exportando cerca de 2 bilhões de bulbos para mais de 80 países em todo o mundo, inclusive o Brasil que através da Holambra importa bulbos para o plantio e a venda de tulipas em nosso território.
Curiosidades sobre a Tulipa
Além da sua função decorativa, credita-se à tulipa propriedades medicinais ainda em estudos. É também conhecida como a "mensageira da primavera".
Um tipo de tulipa que possuía uma beleza sem igual era a "Rembrandt", cuja origem bicolor era provocada por um vírus chamado "mosaico". Hoje é proibida a sua reprodução na Holanda em virtude do próprio vírus que a alterou geneticamente.
Durante anos os holandeses desejaram produzir a tulipa negra, em 1985, após vários cruzamentos de espécies de tulipas mais escuras, eles criaram uma, não é bem preta, é marrom muito escura.
Com a falta de comida durante a Segunda Guerra Mundial, os holandeses aproveitaram as tulipas para tudo: eles cozinhavam seu bulbo (tipo de batata) para comer e fazer bolos, para beber, torravam o bulbo e faziam uma espécie de café. O Sr. Henk Klein Gunnevigk, holambrense que imigrou para o Brasil logo após a Segunda Guerra, lembra de ter comido bulbos de tulipa e outras flores cozidas, e quando tinham colocavam sal, mas mesmo assim o gosto não era tão agradável. Tomavam também o caldo desse cozimento, esse tipo de alimentação, mesmo precária, foi o que ajudou a sobrevivência de muitas pessoas naquela época, com isso acabou conhecida como um "símbolo da sobrevivência".
Ficha Técnica da Tulipa
Nome científico: Tulipa gesneriana l., da família das liliáceas bulbosas
Nome Comum: Tulipa
Cores mais comuns das tulipas plantadas em vasos: vermelho, rosa, amarelo e laranja
Cores mais comuns das tulipas de corte: rosa, amarelo, laranja e branco
Durabilidade: 07 dias
Usos da tulipa: decoração de ambientes, arranjos e buquês
Conservação: em ambiente refrigerado a 5° graus Celsius, necessitando de troca de água a cada 2 dias e corte de 2 centímetros da base de sua haste
Disponibilidade no mercado: de março a outubro
Padrão de venda: em vasos e em maços com até 10 hastes